sábado, 3 de dezembro de 2011

As Armadilhas de uma Paixão Parte 3


Autora: Luciana

Fanfic :The Mentalist

Categoria: Investigação e Romance

Censura: 16 anos


 

A noite estava agradável em Sacramento. Teresa Lisbon dirigiu até uma pizzaria, onde Patrick Jane desceu e foi comprar duas pizzas. Ele escolheu uma doce e outra salgada, nem pensou muito. O que ele queria é um chá, mas não encontrou. Chateado com isso, Jane entrou no carro de Lisbon e disse:

-Não tinha chá.

-E você acha que ia encontrar chá numa pizzaria? Só você mesmo! Não fique deprimido, que tenho chá em casa. –falou Lisbon com um sorriso, enquanto ligava o carro.

-Que bom! – Jane apenas sorriu de volta.

Os pensamentos de Patrick Jane estavam na mulher ao seu lado. Atualmente os seus pensamentos e sonhos eram dela. E não sabia até quando iria conseguir esconder os seus sentimentos. Depois que ficou viúvo, não acreditava que iria amar novamente.

Enquanto Jane meditava em seus pensamentos, Lisbon olhava de lado pra ele. Aquele loiro realmente era fascinante, isso ela não podia negar. A tranquilidade dele ás vezes, a deixava irritada no trabalho. Lisbon sorriu. Só um homem conseguia tirá-la do sério, esse homem era Patrick Jane.

Minutos depois, já estavam no apartamento de Teresa Lisbon. Ela resolveu tomar um banho, enquanto isso Jane foi para a cozinha fazer o seu chá.

Quando ela apareceu, estava vestida com uma de suas camisetas de dormir. Não ligou para o fato de ter um homem em seu apartamento. Patrick Jane não era um homem como os outros, e não iria prestar atenção nela. Isso era o que Teresa Lisbon pensava.

Jane estava sentado numa cadeira, já tomando uma xícara de chá, que havia feito. As pizzas estavam na mesa, à espera de Lisbon. Ele olhou discretamente pra Lisbon. Não podia negar o que sentia por aquela mulher. Vê-la com aquela camiseta, e não com as roupas de trabalho, o deixou tenso. Jane achava que a sua então amiga, ficava linda vestida daquele jeito.

- Já está tomando o seu chá, Jane. – disse Lisbon sentando ao lado dele.

-Estava esperando você para devorar essas pizzas. – respondeu com um belo sorriso.

-Agora vou saber, quais os sabores de pizza que escolheu. –falou Lisbon.

Ela se surpreendeu com uma pizza de ricota e outra de chocolate com morango. Realmente, Patrick Jane havia lhe surpreendido.

-Uau! Gostei! Só que chá não combina com pizza. – disse sorrindo.

-E precisa combinar? Você não está com fome! Vamos Lisbon, devorar essas pizzas e tomar chá. – falou piscando os olhos.

-Só você mesmo, Patrick Jane! – respondeu Lisbon com um belo sorriso.

Depois de alguns minutos, havia somente a metade das duas pizzas sobre a mesa. Lisbon achou melhor guardá-las na geladeira. Jane apenas observou a cena. E ainda com uma xícara de chá nas mãos, foi até a sala e sentou-se no sofá. Já havia estado no apartamento de Lisbon algumas vezes, mas sempre foi por motivos de trabalho ou naquela vez que teve que hipnotizá- la. Mas naquela noite era diferente, ele sentia isso.

Teresa Lisbon caminhou até a sua sala, e sentou perto dele.

-Então, já sabe quem matou Henry McClue?

-Só vou contar na hora certa. – respondeu ele tomando o resto do chá que havia na xícara.

-Amanhã vamos ter que falar novamente com algumas pessoas no CBI. Inclusive com Isabelle Freeman e Josh Parker, e não adianta dizer que já falou com eles. Temos que interrogá-los no CBI, Jane.

-Eu sei. Mas saiba que eles são inocentes no caso. –disse ele deixando a xícara numa pequena mesinha perto do sofá.

-Você pode achar que os dois são inocentes. Mas mesmo assim temos que investiga-los melhor. E ainda tem o casal Swank, a filha deles Evelyn.

-Oh Lisbon! Deixa isso pra amanhã. – disse Jane olhando nos olhos dela.

-Você está me olhando de um jeito. O que foi? – perguntou Lisbon um pouco atordoada com os olhares de Patrick Jane.

-Eu.. – ele se aproximou dela e sem pensar colocou a mão em seus cabelos com carinho.

Surpresa com a atitude dele, Lisbon iria falar alguma coisa, quando Jane apenas tocou os lábios com os dedos como uma carícia e sussurrou:

-Não diga nada.

E num gesto inesperado, ele beijou levemente os lábios dela. Um pouco tímido. Só que quando as bocas se uniram, o beijo se tornou mais intenso e apaixonado. As línguas se encontraram harmoniosamente. Lisbon pode sentir o sabor do chá, que ele havia tomado há poucos minutos. O gosto daquela boca, à fez perder um pouco de seu juízo. Lisbon agarrou os cabelos loiros dele, e puxou mais pra perto dela. Patrick Jane a beijou com mais paixão.

Recobrando a consciência do que estava fazendo, Lisbon empurrou ele, e se levantou rapidamente do sofá.

-Está na hora de você ir embora. – disse uma Teresa Lisbon sem graça.

-Lisbon, eu.. – Jane iria dizer alguma coisa, mas ela não deixou.

-É melhor não falar nada. O que acabou de acontecer, vamos esquecer. – falou Lisbon evitando olhar pra ele.

Patrick Jane se levantou do sofá, um pouco atordoado e apenas se despediu:

-Até amanhã no CBI.

-Boa noite. – foi a única resposta dela.

Ela viu Jane abrir a porta e sair. Confusa, Lisbon sentou em seu sofá novamente e pensou no que tinha acontecido. Ela e Patrick Jane haviam se beijado. Um beijo maravilhoso, que não podia esquecer. A sua mente não conseguia entender, porque ele havia feito isso. E ela não conseguia aceitar que havia correspondido com paixão aquele beijo. Era difícil pra ela admitir, que aquele homem tinha conseguido conquistar além de sua amizade, o seu coração. E agora? Iria fingir que nada havia acontecido? Lisbon deixou a sala e foi para o seu quarto. Era melhor tentar dormir, e pensar depois.


 

Patrick Jane estava em sua cama no hotelzinho, onde morava naquele momento de sua vida. Não conseguia esquecer o beijo. E se lembrou de como Lisbon respondeu ao seu beijo. Até ele ficou surpreso. Sim, ela também gostou, isso ele percebeu na hora. Jane sorriu, e murmurou:

"Eu te amo, Teresa Lisbon"


 


 

Já era de manhã no CBI, quando Patrick Jane chegou e viu Lisbon em sua sala conversando com Cho. O dia iria ser longo. As investigações sobre a morte de Henry McClue continuavam. Mas em sua mente, ainda estava o beijo entre ele e Lisbon.

Cho saiu da sala de Lisbon, e com isso Jane entrou com o seu sorriso de sempre.

-Bom Dia, Lisbon!

Ela olhou um pouco séria, e respondeu:

-Bom Dia!

Lisbon não queria falar sobre o que aconteceu em seu apartamento. Isso Jane percebeu logo, que entrou na sala dela. Então resolveu comentar sobre o caso McClue.

-E o casal Tony e Michaela Swank? Vamos conversar com eles? –perguntou Jane tentando olhar nos olhos dela.

-Sim. Já estão numa sala aqui. Precisamos saber mais sobre a relação deles com os McClue. A filha deles Evelyn está em outra sala conversando com Rigsby. –respondeu sem olhar pra ele.

-E Isabelle Freeman e Josh Parker? – questionou curioso.

-Já foram comunicados que devem vir aqui. Deverão chegar um pouco mais tarde. –disse Lisbon evitando olhar pra Jane.

-Hum! Por que não olha pra mim, Lisbon? –perguntou sentado em frente dela.

-Não estou com vontade de olhar pra você hoje. –respondeu séria.

-Por causa do que aconteceu ontem? E eu achei que você já tinha esquecido o beijo. – disse sorrindo.

-E eu já esqueci, Jane. O que não esqueci foi do seu atrevimento de fazer o que fez ontem. Se eu tivesse armada, você não estaria vivo hoje. –disse ela olhando finalmente pra Patrick Jane.

-Engraçado é que você não fez nada pra impedir aquele beijo. Confesso, que esperava receber um tapa na cara. Mas foi mais interessante ser correspondido no beijo. – falou o consultor do CBI, com aquele olhar de deixar qualquer mulher louca.

-Na verdade, eu detestei o seu beijo. E vamos parar com essa conversa, que temos muito que fazer hoje. –disse ela.

-Mentirosa. Você está mentindo, Lisbon. – disse Jane se levantando e saindo da sala dela.

Lisbon suspirou. Realmente estava mentindo. Não havia esquecido daquele beijo. Tinha adorado sentir o gosto da boca de Patrick Jane. Passou a noite toda em sua cama, pensando nele. Como aquele homem mexia com ela!Isso era a mais pura verdade.

E no meio dessa confusão de sentimentos, havia ainda um caso para resolver. Quem havia matado Henry McClue? E por qual motivo? Ela pensou em sete pessoas no momento como suspeitas – Kristin McClue, a viúva; Debby McClue, a filha da vítima; Tony e Michaela Swank, amigos dos McClue; Evelyn, filha dos Swank e colega de Universidade de Debby; Josh Parker, um convidado e conhecido dos McClue e Isabelle Freeman.

E ainda tinha a amante de Henry McClue, que ainda não haviam conseguido descobrir quem era. Seria uma das suspeitas ou alguma mulher não ainda suspeita no caso?

A agente pensou que Jane já havia descoberto alguma coisa, e no momento certo iria revelar. Ele fazia isso sempre. Afinal de contas era um mentalista.

Ela se levantou e saiu da sua sala. Caminhou até uma pequena sala no CBI, onde estava o casal Swank. Ela abriu a porta, e viu que Patrick Jane já estava lá também. Era o começo de mais um dia de investigações, e ela sentia que teria surpresas nessa história.

Teresa Lisbon sentou-se numa cadeira perto de Jane, e observou o casal na sua frente. Será que escondiam alguma coisa? A resposta só na continuação desta fanfic.


                                            Continua...


 


 

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